À
quinta-feira, são os mistérios da luz. Inseridos no esquema
tradicional que se usava desde cerca de 1500, pelo Papa João Paulo
II, através da Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” de
16 de Outubro de 2002, resumem-nos os anos da vida pública de Jesus,
desde o Seu baptismo à ultima ceia. «Cada um destes mistérios é
revelação do Reino divino já personificado no mesmo Jesus.» (RVM)
1º
mistério: O baptismo de Jesus no Jordão
O Messias
apresenta-se para ser baptizado em água, diante de João Baptista,
«a voz que clama no deserto» (Mt 3, 3), e que «não é digno de
desatar a correia das Suas sandálias» (Mt 3, 11). Sendo Deus, Jesus
não tinha necessidade dessa penitência, não há pecado algum para
se redimir. No entanto, se ao nascer se faz um de nós, no baptismo
do Jordão “faz-se pecado para salvação do mundo”, para nos
curar. Então, desde sobre o Homem o Espírito Santo e o Pai abençoa,
«Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi complacui – Este
é o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha complacência.»
(Mt 3, 17)
2º
mistério: Auto-revelação de Jesus nas bodas de Caná
«Quodcumque
dixerit vobis, facite. - Fazei tudo o que Ele vos disser» (Jo 2,
5), são as palavras de Maria para os servos do banquete que antecipa
a vida publica de Jesus. As mesmas palavras são também dirigidas
para nós mas os servos obedecem a Jesus por obrigação, nós, seus
filhos, obedecemos por Amor. É nas bodas de Caná que Jesus se
começa a revelar como Deus Filho, realizando o primeiro milagre
transformando a água em vinho, confirmando a fé dos seus
discípulos.
3º
mistério: O anúncio do Reino de Deus
Dizia
Gandhi: “Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só
se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. De facto,
no Sermão da Montanha, condensa-se o anúncio do Reino. Jesus exorta
à conversão dos que o queiram alcançar, perdoando os pecados de
todos quantos se mostram arrependidos e ensinando as
Bem-Aventuranças, auto-estrada para o Céu, e a oração ao Nosso
Pai.
4º
mistério: A transfiguração de Jesus
Ao
subir ao monte Tabor, Pedro, Tiago e João podem testemunhar a Luz de
Deus em todo o seu esplendor. «Seu rosto brilhou como o sol, suas
vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.» (Mt 17,2) e junto
Dele estavam Moisés e Elias. Jesus retira a sua máscara humana para
revelar aos Homens toda a Sua glória a fim de os firmar na fé e dar
certeza de que uma vida em Cristo é uma vida transfigurada pelo
Espírito Santo. Novamente, desta vez no meio de uma nuvem escura, o
Pai dirige-se aos Homens com as mesmas palavras do baptismo: «Hic
est Filius meus dilectus, in quo mihi bene complacui; ipsum audite.
- Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha
complacência;
escutai-O.»
5º
mistério: A instituição da Eucaristia
Na
última ceia, Jesus dá novo sentido à Páscoa. Através do pão e
do vinho, deixa o Seu próprio corpo, sangue, alma e divindade, antes
de se entregar à morte para salvação da humanidade. Deus Filho
fica agora entre nós de uma forma especial: sempre que quisermos
podemos comer e beber o próprio Deus e dessa forma deixar-nos
transformar por Cristo, tornar-nos membros de Cristo.

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