Também na Sua ultima ceia, Jesus
institui o sacerdócio ministerial, abençoando os doze apóstolos,
ordenando-lhes que recordem sempre a ceia “em memória de mim”.
Dessa forma, Jesus os envia a estender o Seu reinado entre as nações,
proclamar a boa-nova aos pobres, apascentar as ovelhas do Seu rebanho
(Jo 17). No final, a desnudação do altar enche-nos de tristeza:
Jesus já foi levado para cumprir a Sua hora.
Hoje, celebra-se a sua crucificação e
morte de Jesus, no madeiro da salvação. Na via-sacra, Jesus caminha
desde o pretório de Pilatos até ao Gólgota, o lugar da caveira,
com a Sua e as nossas cruzes. É bastante pesada pois encerra em si
todos os nossos pecados, que Ele veio ao mundo para remir. «Eli,
Eli, lamá sabactâni? - Meu Deus, meu, Deus, porque me
abandonaste?» (Mt 27, 46) clama Jesus, momentos antes de pedir
perdão ao Pai por nós, por não sabermos o que fazemos. Entrega-se
e tudo está consumado. «Abbá!»
– chama – «Pater, in manus tuas commendo spiritum meum. – Pai,
nas tuas mãos entrego o meu espírito.» (Lc 23, 46). As portas do
céu estão agora abertas e Cristo desde à mansão dos mortos a
resgatar também os que tinham morrido na esperança da vinda do
Messias.


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