Última ceia e morte de Jesus


Celebrou-se ontem a última ceia, antes de o Senhor ser traído e entregue para morrer na cruz. Nessa mesma ceia de há muitos anos atrás, Cristo institui a Eucaristia e deixa-nos a possibilidade de fazer parte da Sua paixão, morte e ressurreição, de maneira sempre nova e renovada, o memorial da Sua acção redentora e o centro da vida na Igreja Católica, «este é o meu corpo» e «este é o meu sangue» (Lc 22, 19-20). Deixa-nos Ele mesmo, sob a forma de pão ázimo e de vinho, com o Seu “corpo, sangue, alma e divindade”.

Também na Sua ultima ceia, Jesus institui o sacerdócio ministerial, abençoando os doze apóstolos, ordenando-lhes que recordem sempre a ceia “em memória de mim”. Dessa forma, Jesus os envia a estender o Seu reinado entre as nações, proclamar a boa-nova aos pobres, apascentar as ovelhas do Seu rebanho (Jo 17). No final, a desnudação do altar enche-nos de tristeza: Jesus já foi levado para cumprir a Sua hora.



Hoje, celebra-se a sua crucificação e morte de Jesus, no madeiro da salvação. Na via-sacra, Jesus caminha desde o pretório de Pilatos até ao Gólgota, o lugar da caveira, com a Sua e as nossas cruzes. É bastante pesada pois encerra em si todos os nossos pecados, que Ele veio ao mundo para remir. «Eli, Eli, lamá sabactâni? - Meu Deus, meu, Deus, porque me abandonaste?» (Mt 27, 46) clama Jesus, momentos antes de pedir perdão ao Pai por nós, por não sabermos o que fazemos. Entrega-se e tudo está consumado. «Abbá!» – chama – «Pater, in manus tuas commendo spiritum meum. – Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.» (Lc 23, 46). As portas do céu estão agora abertas e Cristo desde à mansão dos mortos a resgatar também os que tinham morrido na esperança da vinda do Messias.


Sem comentários:

Enviar um comentário